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O Assassino de Cinderela, de Mary Higgins Clark e Alafair Burke, [Opinião]



Género: Policial
Editora: Bertrand Editora
Sinopse:Aqui


Opinião: By Aneal

A morte de Susan é um capítulo em aberto, pois nunca se descobriu quem foi o autor do seu assassinato à vinte anos atrás. Laurie Moran, uma jornalista e produtora televisiva, tem esperança que o seu programa “Sob Suspeita”, venha dar uma nova luz ao caso e quem sabe, trazer um desfecho para a família e amigos, que vivem sob a suspeita uns dos outros e sem saberem o que realmente aconteceu naquela noite fatídica. 

Para que o programa tenha sucesso é necessário recriar todos os passos da vitima naquela noite e das pessoas envolvidas no caso. Para isso Laurie faz os seus contactos, convence-os a participarem no programa e partir daí começa, juntamente com a sua equipa de filmagens, a sua investigação pessoal, pois ela fica com a sensação de que todos escondem algo. “Sob Suspeita” é um programa que poderá trazer ao de cima muitos segredos, o que coloca a equipa, a Laurie e outros em perigo de vida.

“ O Assassínio de Cinderela” começa com a apresentação de todas as personagens protagonistas em capítulos alternados, envolvendo-as num mistério que vai sendo descortinado à medida que vamos avançado na leitura, seja ele oferecido de bandeja por parte das autoras ou através da investigação de Laurie.

Um livro de leitura leve, com uma investigação simples mas muito bem elaborada. Rico em intrigas, as personagens conforme já referi são misteriosas e portadoras de alguns segredos. Com capítulos curtos e mudança de cenários, com um desenrolar da ação que me prendeu até ao final, embora a dada altura este se tenha tornado previsível.

Embora este livro tenha sido escrito em parceria com Alafair Burke, considero que este se manteve fiel ao estilo que tanto gosto de Mary Higgins Clark.

Sendo “O Assassino de Cinderela” o primeiro volume da série “Sob Suspeita”, fico aguardar, o segundo que está previsto para 2017, com o título de “Toda Vestida de Branco”

"Ela ficou conhecida do público como Cinderela...Mas, para uma mãe, será sempre Susan. E esta noite, no dia sete de Maio, precisamente vinte anos passados sobre a sua morte, esparamos que também sintam que a conhecem como Susan. O seu caso está agora oficialmente encerrado."

Classificação Aneal: (6/10)

Opinião - A Menina do Papá, de Mary Higgins Clark



Género: Policial
Editor: Bertrand Editora
Sinopse: Aqui


Opinião: By Aneal


Andrea uma adolescente de 15 anos é espancada até à morte e seu corpo é descoberto pela sua irmã Ellie de sete anos. Existem três suspeitos, Rob Westerfield,Paulie Strobel e Will Neveles, mas é Rob Westerfield, que é preso e acusado, alegando durante os 22 anos de prisão, ser inocente. 

23 anos mais tarde surge a possibilidade de Rob sair em liberdade condicional. Ellie, agora formada em jornalismo, não pode permitir que isso aconteça, ela tem consciência de que se houver um segundo julgamento ele tem a possibilidade de conseguir uma absolvição, ficar com o registo criminal limpo e ser visto como um mártir que passou mais de vinte anos na prisão por um crime que não cometeu. 

Ellie, que sempre soube dos segredos da irmã, vive corroída pela culpa de não ter contado logo aos pais onde poderiam-na encontrar, aquando esta não apareceu em casa ás horas combinadas, talvez ainda houvesse tempo para a salvar, se naquela noite ela o tivesse feito em vez de ir dormir. A sua família ficou destruída naquele mesmo dia, seu pai foi embora, sua mãe procurou consolo na bebida, até morrer de complicações no fígado. Rob tem de ser culpabilizado não só pela morte da irmã, mas também pela destruição da sua família. Andrea era a "menina do Papá".

Ellie começa então a sua própria investigação, numa cidade dividida, entre aqueles que acreditam na inocência de Rob e os que não acreditam, procurando testemunhas de vitimas do temperamento violento de Rob desde a sua infância e cujos silêncios foram comprados pelo seu abastado pai, que sempre usou o dinheiro para limpar a imagem da família Westerfield. É necessário mostrar ao mundo, o monstro escondido por trás daquele homem carismático, de família poderosa, mesmo que isso possa custar a sua própria vida. 
E vão ser bastantes as surpresas que ela vai encontrar no percurso dessa investigação.

Quem conhece Mary Higgins Clark, sabe como a sua escrita é simples mas muito cativante, proporcionando-nos uma agradável leitura, seus livros são uma provocação, levando-nos a não ter vontade de os largar, até saber um pouco mais. 


Classificação: Aneal de Prata (4/5)

Sei Que Voltarás



Género: Policial e Thriller
Editor: TopSeller
Sinopse:Aqui




Opinião: By Aneal


Uma criança desaparecida, o sofrimento e desespero da mãe na sua procura durante dois anos, o aparecimento repentino de provas de que poderá ter sido ela a raptora, o suposto roubo de identidade...ou será que as coisas não são aquilo que parecem? terá realmente sido ela a autora do rapto do filho? será que sofre de distúrbio de personalidade? O filho estará vivo ou morto? Porque será que nem mesmo os seus amigos acreditam na sua inocência?

ADOREI!!!! este foi um livro que me acompanhou para todo o lado, não tive coragem de o largar, queria aproveitar todos os momentos disponíveis para ir avançando na sua leitura que se tornou desde a primeira página em compulsiva!

Capítulos pequenos com mudança de cenário, como eu gosto. Um livro rico em personagens, cujas vidas vão-se cruzando e tendo todas elas com um papel importante na resolução do mistério do desaparecimento do pequeno Matthew. 
Criei com todas elas, uma forte ligação, acompanhei-as em todos aqueles momentos aterradores, senti-me angustiada cada vez que uma delas se afastava do óbvio, inocentemente.

O livro está de tal forma bem escrito e com um enredo tão bem elaborado, que dei comigo muitas vezes a pensar "é agora, ela(e) vai descobrir...não sejas idiota, estão aí as provas bem à tua frente, abre os olhos, repara...", o que não acontece deixando tudo em aberto. O adiamento é sofredor!

Mary Higgins Clark continua a proporcionar-me excelentes leituras. Vou sem dúvida ler todos os livros, que ainda me faltam.


Classificação: Aneal de Prata (4/5) 


A Hora do Mocho



Género: Policial
Editora: Bertrand Editora
Sinopse: Aqui



Opinião: By Corvo

"A definição de mocho sempre lhe agradara: Uma ave nocturna predatória... garras afiadas e plumagem macia que permite um voo sem som... aplica-se figurativamente a uma pessoa com hábitos nocturnos. «Eu sou o Mocho", sussurrava ele para si mesmo depois de ter seleccionado a sua presa, «e a noite é que é a minha hora»

Mais um policial com os ingredientes salpicados de crime e suspense à Mary Higgins Clark que me deu por satisfeito. A revelação no final foi de facto surpreendente, não acertei quem seria o Mocho. Vários eram os suspeitos, o propósito para nos baralhar. 

Recomendo para quem gosta desta autora, sendo este livro como um dos bons. 

Classificação: Corvo de Cobre

Explodido - "Um Olhar na Escuridão", de Mary Higgins Clark


Leitura: 16 a 27 Outubro 2012
Páginas: 256
Editora: Europa-América
Sinopse: aqui


Tiro opinativo 

Mais um excelente cartucho da "Rainha do Suspense" que muito me agradou de ler! A melhor parte foi o final, em que devorei à luz da velocidade, como podem verificar o gráfico da minha leitura, num pico acelerado!


Muito interessante esta história que gira em torno da jornalista Pat Traymore que foi contratada para fazer um documentário sobre a senadora Abigail. A Pat ficou órfã aos 3 anos de idade. Dizem que o pai matou a mãe e depois suicidou-se. A filha estava com eles quando ocorreu esta tragédia, mas não se recorda... A Pat decide voltar a esta casa, a fim de explorar os pertencentes do pai e procurar a razão deste comportamento dele. O pai era congressista. Ninguém sabe que a filha sobrevivera ao coma causado por este incidente.

Enquanto a jornalista investiga a origem e o passado da senadora, é ameaçada por alguém que se diz ser "um anjo de misercórdia, libertação e vingança". Este louco não quer que ela faça este programa. No decorrer da investigação, a jornalista vem a saber que a senadora era amiga do pai e da mãe dela. No entanto, esta não quer que os pais da Pat sejam mencionados ou incluídos no programa. Tudo torna muito intrigante, o que nos leva a querer ler mais...

Gostei muito da forma como se desenrola a história. O trabalho da jornalista, a escolha de cenários para filmar, a recolha de dados, a investigação do passado da senadora. Tudo isto com a ameaça e o perigo à espreita.

Classificação 
Cartucho de Prata


Este livro foi adaptado para a série televisiva em 1987 - aqui.


Explodido - "Antes de dizer Adeus" de Mary Higgins Clark


Leitura: 1 a 13 de Abril 
Páginas: 218 
Editora: Europa - América 

Sinopse 

Neta de um importante e poderoso político, Nell MacDermott sempre esperou poder seguir as pisadas do avô. Infelizmente, o seu marido Adam, um arquitecto, encontra-se sob investigação acusado de esquemas pouco claros no ramo imobiliário. Quando Adam e alguns dos seus sócios são mortos numa explosão, Nell e a sua amiga Lisa (que também perdeu o marido na tragédia), tentam descobrir os culpados. Com a ajuda de um detective e de um médium, Nell consegue aproximar-se da verdade e torna-se no próximo alvo. 

Tiro opinativo

Um policial muito interessante e envolvente, em que não se consegue parar de ler desde o ínicio. Não adivinhei o final que foi de facto surpreendente. Aconselho esta leitura para os fãs da Mary Higgins Clark que não se vão desiludir.

Classificação

Cartucho de Prata

Curiosidade

Este livro foi adaptado para o cinema em 2003. Se quiserem saber mais sobre o filme, podem visitar aqui, onde estão as fotografias e os trailers.



Explodido - "A Noite da Raposa", de Mary Higgins Clark


Leitura: 23 a 28 de Julho
Páginas: 191 (as letras são muito pequenas)
Editora: Publicação Europa-América


Tiro Opinativo


Foi uma má decisão em ter escolhido este livro para as férias! Não é indicado para a praia com sol radioso e música marítima. O ideal para o ler é nos dias frios de chuva em frente da lareira. Tinha escolhido este, porque sou um fã de livros policiais da autora. Quando já me encontrava instalado a 300 km da minha estante, não tinha mais para ler. Foi por isto que o peguei! É preferível ler um livro qualquer do que não ler nada.

No inicio, foi difícil entrar na história, muito a custo, como uma escalada num caminho íngreme.

Um rapaz de 19 anos vai ser executado à morte por ter matado a mulher do Steve. Foi Neil, o filho de Steve com 8 anos de idade, que o viu. No entanto, poucos dias antes da execução do rapaz condenado, Neil e Sharon (a nova namorada de Steve) são raptados. O desconhecido raptor sabe a razão e pretende exigir um resgate ao Steve…

A meio do livro, já não consegui parar de ler. Trata-se efectivamente um policial de alta tensão à Mary Higgins Clark! Esta obra foi galardoada com o Grand Prix de Littérature 1980 por ocasião da publicação francesa.


Classificação
Cartucho de prata

Explodido - "Lembra-te", de Mary Higgins Clark


Leitura: 1 A 6 de Junho
Páginas: 221
Editora: Publicações Europa-América


Tiro opinativo


Mais um livro da MHC que me deu prazer de ler, um serão de leitura bem aproveitado!
“Lembra-te” é um nome de uma grande casa, para onde vão um casal, Menley e Adam, passar uns dias antes de a comprar.
Menley é uma escritora de profissão e sofre de perturbações pós-traumáticas, sentindo culpada pela morte acidental do seu filho de 2 anos. Adam tenta fazer tudo para a recuperação mental da sua mulher e do seu casamento.
No entanto, a casa “Lembra-te” reserva uma história do passado… O capitão Andrew Freeman mandou construir esta casa para a sua noiva Mehitabel em 1703. Abandonou-a, levando consigo o filho, ao saber que a mulher lhe era infiel…
Para escrever um livro, Menley decide investigar o passado da casa, acerca do capitão Freeman e a história da Ilha. Desde então acontecem coisas muito estranhas em casa, esta parece estar assombrada! E para agravar, uma vizinha com doença de Alzheimer, outrora professora de História, não pára de dizer à Menley que eles a querem matar.
MHC é uma rainha de suspense, sem dúvida! Faz-nos ler sem parar, loucos por saber o desfecho da história! Este foi um dos bons livros de que gostei bastante de ler.



ClassificaçãoCartucho de Prata

Explodido - "Do fundo do Coração", de Mary Higgins Clark


Leitura: 8 a 14 de Fevereiro
Editor: Bertrand Editora
Páginas: 308
Sinopse: aqui

AutoraMary Higgins Clark

Tiro opinativo

Gostei, mas estava com elevadas expectativas…!

A capa é enganadora, fez-me lembrar do outro livro da mesma autora “A clínica do terror” (um dos meus preferidos) e afinal a história é completamente diferente! Não tem nada de clínico! Todos sabemos que a sinopse fala do coração, até a interrogação “Poderá o coração de um dador passar os seus segredos à pessoa que o receber?” se encontra em grande destaque na contracapa, e aviso-vos desde já que não é o que se parece. Não é o coração que vai revelar o caso. É só para dar um pequeno retoque à história, nada mais. Sem este pormenor, a história seria igual ou inalterável, ou seja, o coração não é o centro da história!

A acção passa-se essencialmente no tribunal. Um marido é acusado de ter assassinado a sua mulher. A protagonista da história, Emily Wallace, é uma advogada de acusação. Iremos acompanhá-la no decorrer do tribunal... E o que ela descobre é muito surpreendente em que nos dá uma volta completa de 360º!

Os capítulos são curtos, o que nos faz acelerar a leitura, querendo ler mais um bocadinho. Também o ingrediente típico de MHC, o tão conhecido suspense, faz com que avancemos depressa, sem termos tempo para respirar!

A única coisa em que fiquei desapontado foi a ausência de ligação emocional com os personagens. Achei-os como meros figurativos que ali estavam para construir a história.

De resto, apesar dos pontos negativos, é um policial interessante e envolvente que vale a pena ler, sobretudo para quem gosta de tribunais, de "escutar" os advogados e testemunhas, de presumir se o arguido é inocente ou culpado!

ClassificaçãoCartucho de Cobre

À Caça de Adversários
As Leituras do Corvo
(Mais adversários que se acusem!)

Opinião - A Segunda Vez, de Mary Higgins Clark

Edição: 2008
Número de Páginas: 366
Editor: Bertrand Editora
Sinopse:
aqui


Opinião
Como acabei o livro anterior mais cedo do que o previsto, só tinha este livro e outro à mão. Peguei este e devorei-o apenas 3 dias! Já tinha ouvido criticas positivas há uns meses aqui na blogsfera e foi uma escolha acertada.
É uma história interessante que me fez agarrar e ler num ápice! Mas não chegou à altura das minhas expectativas. Primeiro, foi fácil adivinhar o grupo “sinistro e perigoso”, este revelado só no final do livro. Segundo, tem pouco ritmo em comparação com os anteriores livros desta autora. Porém, não deixou de ser interessante mesmo! Gostei da forma como a jornalista desvendou este mistério que gira em torno da vacina para o cancro: investigando, entrevistando e juntando as pistas. E o final, apesar de previsível, foi comovente. Também me permitiu alargar uma perspectiva sobre a invenção da vacina e as acções para tal ser concretizada. Não quero entrar em mais pormenores para não estragar o suspense. Apesar dos dois pontos negativos, recomendo a leitura. Não se consegue largá-lo sem saber o desfecho. Lê-se com uma sensação agradável, tal como indica uma das criticas registadas na contracapa do livro: “Os thrillers de Clark têm qualquer coisa de especial".