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Explodido - "Incendiário", de Chris Cleave


Leitura: 13 a 18 Set. 2013 
Páginas: 233
Editora: Edições ASA
Sinopse: aqui
 
Tiro opinativo

O "Incendiário" não é como o anterior que li "A Menina de Ouro" (opinião - aqui). Gostei, mas menos que o anterior.

É bastante dramático e chocante. Há humor, mas sangra e dói. Há beleza de risos e cor, mas sofre e chora de labaredas e fumos. E o final faz-nos reduzir a um sufoco insuportável.

Como o pânico pode fazer às pessoas, deixam-se de serem HUMANAS. Pela sobrevivência, lutam para salvar a sua própria pele, mesmo matando outras pessoas.

A escrita não tem virgulas, pois a mulher que escreve a carta ao Obama Bin Laden, não sabe escrever. Isto tem-me custado a ler, muitas vezes levou-me reler para separar as frases.

Apesar de o livro ser extremamente pesado, reconheço que é uma excelente obra. O Chris Cleave fez um bom trabalho. As metáforas do drama e do amor. A originalidade do humor. O verdadeiro retrato da nossa sociedade. A descrição dos sentimentos humanos no caos sanguinário causado pelo terrorismo.

O livro foi adaptado para o cinema. 




Classificação 
Cartucho de Cobre
 À Caça de Adversários 
 

Explodido - "Menina de Ouro", de Chris Cleave

Leitura: 23 junho a 3 julho de 2013 
Páginas: 368
Editora: Edições ASA
Sinopse: aqui
  

Tiro opinativo

 

Este livro, o primeiro do autor Chris Cleave que li, surpreendeu-me bastante. 

Mal comecei as primeiras páginas, deixei-me levar pelas ondas literárias, absolutamente deslumbrado com a arte da escrita. E não só a escrita também a história em si que achei muito interessante: os treinos intensivos do ciclismo para os Jogos Olímpicos, a intensidade das emoções quando se vence ou se perde numa corrida, a relação entre as duas ciclistas rivais que pedalavam lado a lado como amantes precisando uma da outra, e tudo o resto. 

Neste livro, conhecemos os três ciclistas: a Zoe, a Kate e o Jack. O autor tem uma habilidade especial para recuar ao passado. Estamos no presente e recuamos quando eles recordam o seu passado. À medida que lemos sob a musicalidade da prosa poética e no vaivém temporal, vamos nos sentindo mais próximos dos três heróis, mais eles se tornam transparentes aos nossos olhos, com as suas fraquezas e segredos expostos. Temos a Sophie, uma menina especial de 8 anos, com leucemia. Uma menina com uma imaginação fabulosa e força interior. Mas, acima de tudo, é a força do AMOR que vencerá; Jack e Kate são um casal exemplar que farão tudo por ela.

No fundo da história, dorme um segredo bombástico. Só lendo, descortinando as frases, mergulhando na profundidade dos três ciclistas ao longo dos anos, desde os seus 19 anos aos 32 anos, este segredo emergirá ao de cima para nos surpreender.

Adorei o final e senti-me bastante tocado! 

Este livro é como uma homenagem aos ciclistas olimpíadas, às crianças com leucemia e aos pais destas crianças.

Não conhecia bem o ciclismo no Velódromo e agora tenho uma elevada consideração pelos ciclistas, o tormento por que eles passam para vencer e as recaídas nas desilusões por uma fração de segundo… 

« O ciclismo é duro. Os treinos são brutais e implacáveis, as corridas desesperadas e perigosas. (…) Existem barreiras de dor física e emocional que eles conseguem ultrapassar (…) São pessoas extremamente corajosas (…).»

Aqui deixo o vídeo sobre o "sprint feminino" realizado nos Jogos Olimpicos 2012 em Londres, tal como a Zoe e a Kate competiram no livro.




«Que as suas vitórias sejam recordadas, e as suas personalidades celebradas, para sempre.»

Classificação 
Cartucho deOuro

 À Caça de Adversários 
 Tertúlias à Lareira