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Opinião - Flores Cortadas, de Karin Slaughter



Género: Thriller 
Editor: Harper Collins
Sinopse: Aqui



Opinião: By Aneal


Desde o momento que soube do lançamento deste livro, não descansei enquanto não o li. Karin Slaughter é uma das minhas autoras preferidas, para mim seu nome é sinónimo de "boa leitura". 

Esta autora está a tornar-se cada vez mais "ousada" na sua escrita. "Flores Cortadas" é um arrepiante thriller "noir".

Para não estragar o mistério da sua leitura e uma vez que a sinopse é um resumo muito fiel do enredo, a única coisa que vou mencionar relativamente ao livro, é que aborda como tema filmagens de violação, tortura e por fim assassinato de jovens que rodam os 19 anos. Essas filmagens são descritas com um pormenor tremendamente macabro e aterrador, podendo obrigar o leitor mais sensível a fazer uma pausa para "limpar" as imagens que possam teimosamente surgir nas suas mentes. Com o avançar da leitura somos confrontados com uma verdade avassaladora que nos arranca o ar dos pulmões.

Embora continue afirmar que Karin não me desilude e este livro foi mais um dos que me prendeu, tenho que admitir que gostei mais dos seus livros da série Will Trent. No entanto com Will ou sem Wil, vou continuar a seguir fielmente a leitura de todos os livros da autora.

Quero aqui deixar um pequeno "parênteses": A minha classificação mais justa seria de 4.5*, mas optei pelas 4*, por não conseguir evitar desligar-me dos livros da série de Will Trent. 


Classificação: Aneal de Prata (4/5)


Génesis




Género: Policial
Editora: Topseller
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal

Karin Slaughter é para mim uma autora de culto. Este é o terceiro da série do agente especial Will Trent, uma personagem que não nos deixa indiferente, devido a luta contra os seus fantasmas do passado e a sua relação atribulada com a Angie, que iniciou no livro anterior. Will é uma personagem pela qual não conseguimos deixar de sentir empatia.
Este continua a fazer parceria com a agente Faith Mitchell. Uma dupla que se completa na perfeição, da qual começamos a habituar-nos e a não abdicar.

Este livro é intenso, a tortura é o foco central, com uma descrição pormenorizada e arrepiante das torturas a que o assassino submete as sua vitimas, todas elas mulheres raptadas escolhidas não ao acaso, mas tendo algo em comum, que compete à dupla de agentes descobrir qual é, só assim poderão chegar até ao assassino. A dupla vai ser ajudada pela médica Sarah Linton, personagem de outra série da autora "Grant Conty" e que foi deliciosamente introduzida nesta.

O que mais me fascina nos livros de Karin, é a capacidade que ela tem de criar e descrever cenários de tal forma macabros e arrepiantes, que o leitor vê-se perante uma tela gigante, suspendendo a respiração, assistindo em primeira fila à crueldade de um assassino com uma mente sádica e demente e presenciando o terror infligido ás suas vitimas, levando-as a desejar a morte devido ao infortúnio que as espera.

"Génesis", correspondeu ao que eu esperava da autora, fico aguardar o próximo com grande expectativa. Continuarei a ser sua seguidora, sem reservas. 
Aconselho este livro a quem como eu, gosta de thrillers intensos, com cenários macabros. 

Atenção: Esta leitura não é aconselhável a pessoas facilmente impressionáveis.... :D






Classificação: Aneal de Ouro (5/5)

Opinião - Morte Cega, de Karin Slaughter

Título Original: Blindsighted
Páginas: 356
Editor: DIFEL/Gótica
Tradução: Maria Dulce Guimarães da Costa

Sinopse

A sonolenta cidadezinha de Heartsdale, na Georgia, entra em pânico quando Sara Linton, a pediatra e médica forense da cidade, encontra Sibyl Adams, uma jovem professora universitária, morta no restaurante local. Sybil foi não apenas violada, mas também esfaqueada: dois cortes profundos formam uma cruz no seu ventre. Mas só quando Sara começa a autópsia que a violência do crime se revela em toda a sua brutalidade.
Jeffrey Tolliver, o chefe da polícia e ex-marido de Sara, é encarregado da investigação e, quando uma segunda vítima é encontrada, é forçado a encarar o facto de que o assassínio de Sybil não foi o ataque pessoal. O que ele tem de é um violador sádico que se tornou assassino e está a aterrorizar a população do condado rural de Grant.
No entanto, Jeffrey não está sozinho nesta complexa investigação. Lena Adams, a única mulher detective do condado, quer que seja feita justiça, tanto mais que Sibyl, a primeira vitima, era sua irmã. Também Sara não consegue escapar ao terror. Um segredo do seu passado pode ser a chave para descobrir o assassino – a não ser que ele a encontre primeiro!


Opinião:

O livro agarrou-me desde o início! A primeira vitima, Sybil Adams, para além de ser professora universitária, era cega e homossexual. Porque é que ela foi assassinada e por quem? Foram estas as questões que me levaram a ler, apesar de as descrições serem tão horripilantes, brutais e macabras!
No entanto, foi uma leitura viciante, em que não consegui parar, atingindo um recorde de leitura, +/- 80 páginas por dia, durante 4 dias!
Tive uma empatia imediata com os personagens principais, sobretudo com a médica forense, Sara, e com o chefe da Policia, Jeffrey.
Quanto à parte forense, apesar de super horripilante e agoniante, a autora escreve de uma forma que faz com que pareça interessante! Que é tentar perceber o que é que aconteceu exactamente através de feridas, nódoas, sangue e tudo.

«Sara nunca se tinha importado de fazer uma autópsia, nunca se tinha sentido perturbada com a morte. Abrir um cadáver era como abrir um livro; havia muitas coisas que se podia aprender com os tecidos e os órgãos. Na morte, o corpo ficava disponível para uma avaliação completa.» - Pág. 222

As emoções dos personagens são intensas e atingíveis, como se estivéssemos dentro da pele de cada um deles, menos o assassino que só é revelado no final. Ou seja, os sentimentos centram-se mais nas vítimas e nos personagens principais.

Para quem gosta de policiais pesados e tem um interesse especial pela medicina forense, posso afirmar que não se vão desiludir. É um thriller muito bom! Tais como o confirmam estas criticas de imprensa totalmente fiéis:

"Um argumento carregado de suspense, verdadeiramente brilhante e profundamente implacável." The Washington Post

"Lê-se de um só fôlego… e acerta-nos em cheio no alvo." - The New York Post

"Um primeiro romance que nos deixa perfeitamente extasiados. Com Morte Cega, Karin Slaughter salta directamente para a primeira linha dos melhores escritores de thrillers da actualidade." - Houston Chronicle

"Impiedoso, excitante e genuinamente alarmante… uma estreia formidável." - Literary Review

"Não o leia sozinho, não o leia à noite, mas por favor… leia-o." - The Mirror




Autora:
















Karin Slaughter
cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. Um Muro de Silêncio é o seu segundo livro traduzido entre nós.

Site oficial da autora: http://www.karinslaughter.com/