As Desaparecidas, de Megan Miranda, [Opinião]



Género: Thriller
Editora: TopSeller
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal



“As Desaparecidas” está escrito de uma forma muito diferente e criativa podendo tornar-se estranho, este é um livro escrito da frente para trás. O enredo começa com apresentação das personagens, prepara-nos para os acontecimentos, de repente avança duas semanas e a narrativa passa a ser narrada, através de Nic, a protagonista, recuando um dia de cada vez, até ao dia 1, o início.

Nic é uma jovem mulher, que após o misterioso desaparecimento da sua melhor amiga, abandona a família e sua terra natal, bem como aqueles que da sua adolescência fizeram parte, iniciando uma nova vida na cidade. Forçada a regressar, por causa da frágil saúde do pai e desejo do seu irmão de vender a casa dos pais, Nic começa a reviver os acontecimentos de à 10 anos atrás, cruzando-os com alguns da atualidade.

"As Desaparecidas", não é um policial com uma investigação sobre o desaparecimento de duas jovens. Trata-se acima de tudo de um livro que retrata acontecimentos e atitudes de um grupo de jovens, visto através do olhar agora maduro de quem também fez parte dessa juventude. Trata-se de uma história de amizade, de amor e ódio...trata-se de conhecer e compreender, quem eram aquelas jovens antes de desaparecerem, para descobrir o que poderá ter-lhes acontecido...é nesta viagem que Nic nos leva, uma viagem cheia de segredos, uma viagem de retorno escrita “da frente para trás”.

Foi um desafio ler este livro, devido à sua estrutura, acho que seria bem mais fácil ter começado pelo último capitulo e ir avançado a leitura ao contrário. Por vezes senti-me um pouco confusa ao retomar a leitura, pois este seria um livro para ler sem interrupções, mas todos sabemos que é impossível. Arrependi-me de não recorrido a alguns auxiliares de memória. Para mim não foi fácil, talvez por ter sido a primeira vez, acompanhar um ou outro acontecimento “ao contrário”, dei comigo algumas vezes a recuar até ao inicio dos anteriores capítulos.

Resumindo: Gostei do desafio, gostei muito do enredo, as personagens não são de grande carisma mas aceitáveis, o final é interessante mas nada que torne o livro mais colossal.

Classificação Aneal: (7/10)


O Homem do Gelo, de John Sandford, [Opinião]



Género: Policial
Editora: Marcador
Sinopse: Aqui


Opinião: By Aneal

Tive o cuidado de ler primeiro o “Sem Regras” do autor para seguir uma ordem, mesmo tendo conhecimento de que este não era o segundo, mas o quinto da série Lucas Duvemport. Nestes casos todos nós já sabemos que existe sempre um buraco na história e embora em alguns não faça muita diferença, em outros ele é notório. Em relação a esta série, fiquei irritada! Dei de caras com um Lucas desconhecido apercebendo-me de alterações sofridas nos 3 livros intermédios. Isto levou-me a mastigar o inicio o livro, mas como o autor não tem culpa e ele até é bom escritor, fiz um esforço por abstrair-me desse fator e após ultrapassada essa irritação e indignação, envolvi-me no enredo e avancei na leitura com outro estado de espírito e ainda bem que o fiz.

Neste livro o autor não se acanhou com o uso de palavrões nos diálogos, e de algumas palavras capazes de fazer corar o leitor. Isto dito assim pode parecer ofensivo mas não é o caso, simplesmente torna as conversas mais realistas, tendo em conta o tipo de personagens envolvidas, também a temática utilizada no enredo é chocante. 

John Sandford oferece-nos um livro com personagens atrativas, com uma investigação envolvente e uma pequena e saborosa dose de ação. Um policial no verdadeiro sentido da palavra e bom por sinal.

Como não considero justo penalizar um livro pelo erro das editoras, vou esquecer que se trata de uma série e vou classificá-lo isoladamente. A partir daqui e tendo em conta o final deste, espero que a Marcador tenha respeito pelos leitores, continuando com a tradução da série e seguindo a ordem de publicação dos originais. Quero muito seguir este autor.

Classificação Aneal: (7.5/10)

O Carrasco do Medo, de Chris Carter, [Opinião]



Género: Thriller/Policial
Editora: TopSeller
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal

O “Carrasco do Medo” é o segundo livro de Chris Carter e é de um nível de crueldade impressionável, superior ao primeiro. Chris Carter é um escritor com uma elevada criatividade para o macabro.

O autor não poupa o leitor a detalhes sórdidos, não sendo aconselhável a estômagos mais sensíveis.

Um assassino metódico com uma elevada paciência, um monstro que se alimenta do medo das suas vitimas, usando o que mais as aterroriza como forma de tortura, elevando a dor a uma dimensão alguma vez suportável. Com o ódio que lhes tem, transforma as suas mortes numa obra de arte arrepiante e digna do demónio, uma morte tão bem descrita no livro que não conseguimos evitar o assalto de imagens aterrorizantes à nossa mente.

Adorei este livro, mais do que “o Assassino do Crucifixo”. Tornei-me fã deste autor e aguardo ansiosamente pelo terceiro.  

Classificação Aneal: (9.5/10)

ashley bell, de Dean Koontz, [opinião]



Género: Thriller
Editora: IN
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal

“Ashley bell” foi o primeiro livro que li de Dean Koontz, não conheço portanto as suas obras, nem sei se é costume dele escrever um enredo tão bizarro, mas isto é diferente de tudo que li até hoje dentro do Thriller. De salientar ainda são os títulos fora do comum dos capítulos, bem como as páginas negras a dividirem as 8 partes do livro.

Bibi, uma jovem de 22 anos que após lhe ter sido diagnosticado um cancro no cérebro, entra numa estranha e obrigatória missiva, como forma de pagamento pelo milagroso salvamento da sua vida inicialmente condenada à morte. A partir daqui entrei num enredo de franzir a testa.

Fui avançando nesta leitura sem perceber se Bibi, sofria de alguma espécie de loucura, sendo uma completa alucinada ou se era simplesmente o autor a recorrer ao sobrenatural. Só sei que fiquei presa à sua leitura, procurando uma explicação lógica e cientifica, para os acontecimentos descritos. A curiosidade levou-me a ler o livro até ao fim, sempre aguardando “a” grande revelação que iria mostrar-me o sentido oculto das “coisas”, vista de um prisma que me escapara.

Acredito que para muitos a desistência deste livro terá sido uma opção, ou poderá vir a ser. Vou mesmo arriscar dizer que “ashley bell” é um livro que, ou se adora, ou se detesta. Quanto a mim, porque sempre me senti atraída pelo bizarro e talvez porque li este livro na altura ideal, vou dizer que gostei da experiência. Achei especialmente interessante o último capitulo, mas vou já avisando, para aqueles que resolverem desistir, escusam de ir espreitar o tal capítulo, pois não irão entendê-lo devidamente.

Deixo aqui o desafio para lerem este livro e deixarem a vossa opinião.

Classificação Aneal: (6/10)

Gritos Silenciosos, de Angela Marsons, [Opinião]



Género: Policial/Thriller
Editora: Quinta Essência
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal

Este é o primeiro livro de Ângela Marsons, e fiquei com a sensação de que foi escrito um pouco a medo. O tema abordado já não é novidade nenhuma no meio da literatura policial, diria até que já começa a ser bastante badalado. As personagens, a meu ver, tiveram uma pequena inspiração em outras que conheci doutros autores e o final teve um encerramento demasiado rápido, para quem dava a impressão de que queria ludibriar o leitor para depois lhe atirar com uma revelação de cortar a respiração. Se era esse o objetivo, não foi atingido. Quanto à identidade do culpado, a autora conseguiu manter-me na ignorância até ao fim.

Esquecendo outros livros e outros autores, gostei deste livro e vejo a Angela Marsons com grande potencial para se tornar uma autora de culto dentro do género. 

“Gritos Silenciosos” é um policial intrigante, com uma investigação bastante realista e fácil de acompanhar, uma história de crimes arrepiantes e segredos passados obscuros.

O enredo escolhido aborda uma temática delicada. Fala-nos de segredos escondidos no interior dos lares que acolhem crianças indesejadas e frágeis, despojadas da sua humanidade e identidade, colocadas aos cuidado do estado por motivos diferentes, mas nenhum deles positivo. Em comum todas têm, o direito de serem protegidas das desgraças que as levaram até ali, mas não é novidade nenhuma para nós, que em muitas destas instituições não é encontrada a proteccão que necessitam, por vezes ficam entregues a um destino bem pior do que aquele que as fez entrar naquelas portas. O mal habita em toda a parte...

Kim Stone a inspetora protagonista deste livro, fez-me recordar Helen a personagem principal dos livros de M. J. Arlidge., devido a algumas semelhanças entre elas. Também Kim é um lobo solitário, com uma postura distante evitando e travando qualquer tipo de relacionamento com os outros e com um passado negro, que nos vai sendo revelado a pouco e pouco ao longo do livro. O uso de mota como meio de transporte e paixão, é outro fator em comum. Mas estas semelhanças ficaram-se pelo inicio pois a autora deu a Kim uma personalidade evolutiva que ao longo do livro foi-se afastando das semelhanças entre Helen, dando-lhe um toque único, tornando-a mais acessível, menos fria e com uma certa dose de humor negro e ainda bem que o fez, pois para mim salvou a personagem. Gostei imenso da dupla kim e Briant, este ultimo é responsável por equilibrar as atitudes de Kim e embora ela não queira admitir, o papel dele é demasiado importante na sua vida. Toda a equipa de investigação conquistou-me.

O livro está escrito de forma fluida com capítulos pequenos e com breves interrupções, para uma narrativa na primeira pessoa feita pelo criminoso, isto sempre que a investigação chega a uma evolução que permite dar-nos a conhecer a motivação do criminoso para as suas atitudes. Através desses capítulos, envolvemos-nos com uma mente doente e capaz das maiores atrocidades.

Resumindo: gostei do livro e como já referi, vejo grande potencial nesta autora. Vou continuar acompanhar as suas obras, mas espero que as próximas sejam mais e melhores exploradas.  

Classificação Aneal: (7/10)