Opinião - Stalker, de Lars Kepler



Género: Thriller/Policial
Editor: Porto Editora
Sinopse: Aqui

Opinião: By Aneal

Um vídeo, uma morte, não há forma de evita-lá, quando o vídeo é colocado no youtube a vitima está a poucos minutos de ser assassinada de forma violenta. Seus rostos são desfigurados e seus corpos são colocados numa posição estranha com uma das mãos sobre uma parte de seus corpos. Para o assassino isso tem um simbolismo, para os investigadores é um mistério.

Quando o marido de uma das vitimas chega a casa e se depara com a morte da esposa, sofre de tal forma um episódio traumático, que altera toda a cena do crime não se recordando posteriormente de nada. Só existe uma forma de a policia reconstituir a cena do crime, terá de ser através da recordação e descrição de todos os seus passos desde a sua chegada a casa até a chegada da policia. Para isso, existe apenas uma solução - a hipnose, o que leva a investigadora  Margot a recorrer aos serviços do já nosso conhecido hipnotista Erik Bark.

Durante a hipnose Erik apercebe-se da semelhança deste crime com um antigo, no qual teve um papel importante e decisivo na prisão do suspeito - Rocky,. Este encontra-se preso numa unidade hospitalar psiquiátrica, devido a um acidente rodoviário, que lhe provocou lesões neurológicas graves, sendo a sua memória constituída apenas por fragmentos. Precisa falar com ele urgentemente, possivelmente está um homem preso por um crime que não cometeu e se for o caso, Erik poderá estar prestes a perder o seu emprego, pois ocultou à policia naquela altura, uma informação que poderia ilibar Rocky. Também a dupla de investigadores Margot e Adam se apercebem da importância de Rocky nesta investigação, ele pode ser a chave para descobrir o assassino destes horrendos crimes.

Quando Erik descobre a identidade das três vitimas mas mais uma vez oculta informações e tarde demais se apercebe, que para além de dificultar a investigação coloca-se a ele próprio como principal suspeito.

A investigação toma duas frentes: a dos policias, um pouco às cegas e a da caça desesperada ao criminoso feita por Erik e seu companheiro surpresa (cujo nome não vou revelar). Esta caça torna-se mais urgente, quando a policia toma como certo a culpabilidade de Erik na morte das mulheres...Erik torna-se um alvo abater.

Embora tenha gostado mais de "O Homem da Areia", “Stalker” é sem duvida um livro de cortar a respiração. Foi com os nervos à flor da pele e um sentimento de impotência vivida, que li a descrição de todos os passos das vitimas dentro das suas próprias casas, sem saberem que estavam a ser observadas e pior de tudo, sem saberem que o criminoso já estava dentro das suas portas, aguardar o momento certo para lhes roubar a vida.

Um livro viciante com muita acção, muito suspense, que adorei desde a primeira até à última página. A identidade do verdadeiro autor dos crimes é religiosamente mantida em segredo até ao final e acreditem que é uma verdadeira surpresa. A dupla Lars Kepler continua a surpreender e a deliciar os fãs do thriller com os seus livros.



Classificação: 9/10 


Opinião - Pura Coincidência, de Renée Knight




Género: Thriller
Editor: Suma de Letras
Sinopse: Aqui


Opinião: By Aneal


Primeiro foi aguçada a minha curiosidade, depois à medida que avancei mergulhei num estado de confusão que me impedia de parar a sua leitura, porque queria e precisava entender… Fui sugada pelo livro, pelas personagens, pela história empolgante capaz de mexer com os meus nervos. Intenso sofredor, arrastando um mistério que me obrigou avançar a um ritmo acelerado. 

De um lado: A dor, a angustia de um homem que perdeu primeiro, o seu filho de 19 anos, depois a sua esposa vitima de um cancro. A loucura que o atinge quando descobre toda a verdade sobre a morte do filho, leva-o a perder a noção da realidade. A sua velha mente insiste  teimosamente em apenas funcionar sobre o efeito da vingança como uma droga, Vingança pela aquela mulher que tem tudo que ele poderia ter e não tem por sua culpa. Uma mulher fria que viveu durante 20 anos à sombra de uma mentira cruel, que destruiu a vida daquele homem e capaz de acabar também com a vida dela e de toda a sua família, se essa verdade vier à tona. Chegou a hora de todos saberem a verdade e ele tem um plano. Escreve um livro onde conta toda a história sobre o passado dela, agora só tem de fazer com que ele chegue ás mãos de todos os que a admiram e pensam que a conhecem.

Do outro lado: Uma mulher de grande sucesso profissional,  mãe de um jovem de 25 anos, com um casamento feliz, carrega um segredo do passado enterrado num recanto da sua memória , que com o passar dos anos deixou de considerar importante revelá-lo à sua família. Até aquele dia em que começa a ler um livro que misteriosamente aparece na mesa ao pé da sua cama e percebendo nele, coincidência ou não, a historia desse seu segredo. De repente vê toda a sua vida a desmoronar-se perde a família, os amigos  e o trabalho com a distribuição deliberada de exemplares do livro, primeiro aos membros da sua família, depois aos colegas de trabalho. 

À medida que vamos avançando na leitura deste livro, começamos a questionar toda a história, vamos vivendo sentimentos contraditórios em relação a esta ou aquela personagem. Começamos a desconfiar de isto ou de aquilo, mas a autora tem o cuidado de apenas nos oferecer algumas migalhas, mantendo sempre a grande parte do bolo em suspense. Apenas no final, a história é revelada tal como se passou à 20 anos atrás. Adorei isso.

Um thriller diferente do que costumo ler, não tem nada de policial, é mais um jogo psicológico exercido por um homem sobre "aquela" mulher que lhe roubou parte da sua “vida”. Senti que ao escrever este livro a autora teve como intenção fazer também ela um jogo psicológico com o leitor. 


Classificação: 8/10 


Morte numa Noite de Verão, de K. O. Dahl, [Opinião]




Género: Policial
Editor: Porto Editora
Sinopse: Aqui


Opinião: By Aneal

"Morte numa Noite de Verão" é um policial no verdadeiro sentido da palavra. É um livro simples: uma morte, uma investigação. De leitura rápida e agradável.

Katrine, uma mulher com um passado de droga e prostituição, com um presente de grande sucesso de reabilitação, que não gosta do vulgar, atraída pelo desejo de ser loucamente diferente, tornando-se numa mulher elegante e bela, atraindo os olhares do sexo oposto, é assassinada. Com ela morre o segredo que lhe provocou naquela noite um brilho no olhar, uma felicidade explosiva, segredo esse que não chegou a partilhar com ninguém.

A investigação avança lentamente, tendo como base entrevistas feitas pela dupla de investigadores, os inspectores Frolich e Gunnarstranda, a todas as pessoas que lidavam directamente com a vitima, fossem elas pertencentes ao seu presente ou ao seu passado. A investigação embora bem elaborada, não sai daquele circulo de suspeitos, nem sequer é colocada a hipótese de o assassino ser um estranho.

Depois de 200 e tal páginas em torno sempre dos mesmos suspeitos, a investigação sofre uma reviravolta que torna o livro ainda mais interessante. Mais uma morte, novas personagens, mas estas ligadas na mesma ao passado de Katrine.

Embora Dahl tenha todo o potencial para escrever ótimos policiais, o móbil apresentado para o crime, a meu ver foi fraco, o livro poderia ter sido melhor explorado. A sinopse dá-me uma expectativa do livro, que não me satisfaz durante a sua leitura. À parte tudo isto e resumindo, gostei do livro, gostei de conhecer este autor e terei todo o prazer em continuar acompanhar as suas obras, caso estas sejam editadas em Portugal.

Nota: Cada vez torna-se mais difícil para mim classificar as minhas leituras e o intervalo de 1 a 5 é demasiado curto. Por esse motivo, a partir desta data vou alargar, aqui no blog, o intervalo das minhas classificações para: de 1 a 10. Não consigo transmitir o meu gosto por este ou aquele livro, quando dou 4* e entre eles existe diferenças e por vezes bem significativas.


Classificação: 6/10 

Opinião - O esconderijo, de Dean Koontz



Género: Thriller Terror/ Sobrenatural
Editor: Circulo de Leitores
Sinopse: Aqui


Opinião: By Corvo 

Apeteceu-me explodir um livro antigo e foi "O esconderijo" de Dean Koontz, editado pelo Circulo de Leitores em 1995, que me chamou. Já tinha lido, há muitos anos atrás, 2 livros deste autor: "A Prisão de Gelo" e "O Limite do Terror" e lembro-me de ter devorado e gostado bastante de ambos. 

Não fazia a mínima ideia do que haveria de encontrar neste cartucho, pois a contracapa não tem a sinopse. A capa e o titulo já eram em si bastante apelativos, sugerindo ser do género de terror. 

Assim mergulhei nas palavras sem expectativas. Apenas lendo, seguindo a corrente capítulos a capítulos, até ao final do cartucho. Saboreando, descobrindo, sentindo... e fui surpreendido pela carga de terror que o livro apresenta, a presença da Morte e da Escuridão em todos os poros de cada página, desde o inicio até ao final, com o sobrenatural tendo por companheiro permanente. 

Tudo começa com um casal que têm um acidente de carro e são levados para o Hospital. O marido morre, mas ao fim de 80 minutos morto, é ressuscitado à vida. O que acontecerá ao marido? As consequências do pós-morte? 

Paralelamente, seguimos um psicopata que anda sempre com óculos de sol à noite, vive na mais absoluta Escuridão, num parque de diversões abandonado e em ruínas, onde faz o seu museu de cadáveres assassinados, é o seu Esconderijo. Considera-se como o Diabo, sente que pertence ao Inferno e que é para onde que deve ir. 

Apesar de o enredo todo ser previsível, mantive-me sempre agarrado, pelo facto de estarem muito bem caracterizadas as personagens, a mente e a escuridão do psicopata, o sobrenatural que me fez lembrar o género do Stephen King, também um dos meus autores favoritos. 

Achei este livro tão bem traduzido, coisa que hoje em dia já não traduzem, tal é a pressa de publicar as novidades e de cumprirem os prazos. 

Um pormenor curioso, este livro foi adaptado para o cinema em 1995, sendo interpretado pelo Jeff Goldblum. Infelizmente, pelo trailer, vejo que não é 100% fiel ao livro. Aparece uma rapariga loira que não é a igual à verdadeira Regina do livro. A Regina do livro é uma adorável miúda de 10 anos que o casal adopta, depois do acidente, é ruiva e deficiente... e o psicopata no filme aparece sem óculos de sol que vai contra o livro! De resto na parte da ressurreição do marido é fiel... Link: http://www.imdb.com/video/imdb/vi1118241049?ref_=tt_ov_vi


Classificação: Corvo de quase prata (3,5/5)

Opinião - Flores Cortadas, de Karin Slaughter



Género: Thriller 
Editor: Harper Collins
Sinopse: Aqui



Opinião: By Aneal


Desde o momento que soube do lançamento deste livro, não descansei enquanto não o li. Karin Slaughter é uma das minhas autoras preferidas, para mim seu nome é sinónimo de "boa leitura". 

Esta autora está a tornar-se cada vez mais "ousada" na sua escrita. "Flores Cortadas" é um arrepiante thriller "noir".

Para não estragar o mistério da sua leitura e uma vez que a sinopse é um resumo muito fiel do enredo, a única coisa que vou mencionar relativamente ao livro, é que aborda como tema filmagens de violação, tortura e por fim assassinato de jovens que rodam os 19 anos. Essas filmagens são descritas com um pormenor tremendamente macabro e aterrador, podendo obrigar o leitor mais sensível a fazer uma pausa para "limpar" as imagens que possam teimosamente surgir nas suas mentes. Com o avançar da leitura somos confrontados com uma verdade avassaladora que nos arranca o ar dos pulmões.

Embora continue afirmar que Karin não me desilude e este livro foi mais um dos que me prendeu, tenho que admitir que gostei mais dos seus livros da série Will Trent. No entanto com Will ou sem Wil, vou continuar a seguir fielmente a leitura de todos os livros da autora.

Quero aqui deixar um pequeno "parênteses": A minha classificação mais justa seria de 4.5*, mas optei pelas 4*, por não conseguir evitar desligar-me dos livros da série de Will Trent. 


Classificação: Aneal de Prata (4/5)