Opinião - O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follett



Leitura: 16 a 29 de Outubro
Editora: Bertrand Editora
Título Original: Lie Down With Lions
Tradução: Manuel Cordeiro
Páginas: 394


Jane, uma inglesa corajosa e sensual, é apanhada num triângulo amoroso mortífero, entre os espiões rivais Ellis e Jean-Pierre. Amor, ódio e engano levam-nos de conspirações terroristas em Paris à guerra e aos guerrilheiros no Afeganistão


Opinião

A capa do livro é magnífica, foi o que me convenceu a comprá-lo e a lê-lo, para além ser da autoria do Ken Follett! As cores discretas e uma mulher em contraste com a Guerra no fundo.

Gostei da história e dos personagens, em especial da Jane, por quem os dois espiões rivais se apaixonam. Achei interessante o facto de o Ken ter criado esta história ficcionada do triângulo amoroso, tendo como pano de fundo a Guerra Soviética no Afeganistão. As descrições da Guerra são impressionantes: helicopteros, tiros, explosões, mortes sangrentas.

Mas este livro ficou aquém das minhas expectativas... Pouca espionagem, excesso de acção e previsibilidade no desenrolar da história. Nada de surpresas, nada de novo. Além disto, não me senti agarrado ao livro, nem sequer as emoções me atingiram plenamente. Li como se estivesse a ver um filme. Até cheguei a adormecer no meio de muita acção!

Na verdade, este autor é bastante bom a construir as ligações entre os personagens e a relatar os mecanismos de espionagem, mas há livros que são melhores que outros, como acontece a todos os autores. Li outros, como "Nome de código: Leoparda" e "Os Filhos do Paraíso" (opinião - aqui), e adorei ambos. Estes são os mais empolgantes, viciantes e interessantes.

Opinião - Volto para te Levar, de Guillaume Musso

Leitura: 1 a 9 de Outubro
Editora: Editorial Presença
Título Original: Je Reviens te Chercher
Tradução: Carlos Viera da Silva
Páginas: 331


Ethan, Céline, Jessie.
Um Homem, uma Mulher, uma Criança.
Três personagens à beira do abismo. Que se vão encontrar, destruir e amar. Terão também eles ultrapassado o ponto de não-retorno?
Resta-lhes 24 horas para mudar as suas vidas.
Mas será que o Amor pode vencer a morte?

Opinião

ADOREI!
Até agora, o livro nº1 de Musso, o melhor que já li!
Este livro mexeu todos os meus poros emotivos e cheguei ao final da história absolutamente comovido.
Uma história envolvente, magnífica e intensa! Que nos faz pensar sobre o ponto de não-retorno. Imagina se fosse possível vivermos três dias no mesmo dia para remediar estes erros feitos... É uma história irreal, mas que nos ensina muito.
Musso tem um talento fantástico e único para contar este tipo de histórias, que nos faz sentir todas as emoções até ao mais âmago dos personagens, ou seja, que nos faz doer, chorar, amar como se nós fossemos estes personagens… A escrita é simples, mas carregada de sentimentos e de sabedoria sobre a Vida e o Amor.
Muito bom!



Opinião - O Último Ano em Luanda, de Tiago Rebelo


Editora: Editorial Presença
Número de Páginas: 480
Sinopse: aqui



Opinião

Já tinha lido um livro deste autor: “Para ti, uma vida nova”. Achei bastante fraco, demasiado leve e banal. Nem me lembro desta história.

Bem, depois de ter ouvido críticas positivas que diziam que este autor era excelente a escrever romances históricos do que a escrever romances novelescas de vida comum, resolvi a experimentar este livro emprestado através do Bookcrossing.

Não sou um verdadeiro entusiasta ou amador de História, até tenho uma aversão por esta palavra. Mas algo do livro, talvez a capa ou a sinopse, juntamente com o excelente tempero das críticas, atraiu-me… Fiquei curioso. Não há nenhum mal em experimentá-lo, até pode ser que nos surpreenda! E foi o que aconteceu, devorei o livro todo!

A história começa muito bem, estamos com os personagens e seremos transportados com eles para Angola, e aí testemunhamos tudo o que se passou, sem darmos conta que isto é a História como pano de fundo, porque os leitores estão dentro do acontecimento e vão percebendo sem o mínimo de esforço ou confusão do que se passou lá. O autor foi capaz de pintar esta História em contornos mais claros, esclarecidos e menos maçadores. Infelizmente, é uma tragédia deveras chocante e mórbida… Basta ler a sinopse.

Os personagens estão muito bem construídos assim como os sentimentos destes. Só achei exagerado a parte final da história, quando a Regina decide fazer uma coisa, pois uma mulher com bom senso não faria uma coisa destas, uma decisão totalmente suicida e irresponsável, mas entendi o objectivo do autor que a Regina tinha de fazer isto para nos levar também para lá… Senão, esta história não teria fim, portanto tinha que acabar desta forma.

O próprio autor passou por este acontecimento. Ele tinha 11 anos e teve que fugir da Angola, antes da descolonização, juntamente com a mãe e os seus três irmãos. O pai ficou em Luanda e vivenciou a manifestação mais mortífera em que houve mortes entre civis inocentes… Por isso, os relatos do livro sobre o caos, o pânico e a violência de Luanda são muito reais, baseadas em testemunhos do autor, do pai e também pela elevada pesquisa efectuada em blogs e livros. Há uma cena desta história, em que o filho da Regina e do Nuno dentro do avião vai à janela e uma passageira grita histérica, é a cena real vívida pelo próprio autor.

Recomendo bastante a leitura. É muito bom! E vou ler mais livros deste autor, salpicados de ingredientes históricos, nomeadamente “O Tempo dos Amores perfeitos”.

Opinião - A Independência de uma Mulher, de Colleen McCullough


Titulo original: The Independence of Miss Mary Bennet
Tradução: Luis Santos
Páginas: 384
Sinopse: aqui


Opinião:

A autora teve a ideia original de construir esta história a partir do clássico “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, usando as mesmas personagens com quinze anos de avanço.

O que terá acontecido a estas cinco irmãs Bennet? Principalmente, a irmã mais nova, Miss Mary Bennet?

Uma leitura que me exigiu bastante concentração ou mastigação visual de palavras para melhor compreensão. Excelente qualidade literária, riqueza de diálogos longos e ponderados, decência e educação rígida do Sec. XVIII. Mas a história em si não me cativou assim tanto, em comparação com os livros “O Toque de Midas” e “Tim” (os meus preferidos da autora Collen McCullough).

Ao princípio, a história começa muito bem, acompanhamos a luta de uma mulher magnífica, a Miss Mary Bennet, para obter a independência pessoal. Naquele tempo, uma mulher solteira sem damas de companhia e a desejar esta independência não era bem vista... Mas a Miss Mary Bennet tinha uma inteligência e uma cultura espantosas que a diferenciava das mulheres em geral. Uma força que até contrariava os homens. Rejeitava casamento. Fiquei fascinado com esta personagem, obviamente, mas depois a meio da história, a Miss Mary Bennet perde o protagonismo, fica quase esquecida... Porque ela foi raptada! Estamos então com a Lizzie Bennet e o seu marido Mr Darcy, com o seu filho mais velho Charlie, com o Angus que esconde uma paixão por Mary, com o misterioso Ned Skinner por quem o Mr. Darcy nutre uma estima muito grande… São tantas personagens que a Miss Mary Bennet fica para trás. Andam todos à procura dela. Haverá crimes. E depois há partes aborrecidas, mesmo paradas, que me fizeram bocejar… E por fim chega-se ao final, bastante rápido como uma queda livre em menos de um segundo, não nos dando tempo para termos uma ligação estreita com os personagens. A Miss Mary já não tinha a mesma força marcante do inicio. Fundiu-se entre os personagens, tornando-se uma mulher igual a outras, embora mantendo a inteligência, a força interior e os mesmos pontos de vista independentes.

Apesar de alguns pontos negativos, é um bom livro! Gostei do desenrolar da história. A influência e o poder político. Os crimes. A busca da Miss Mary Bennet. O rapto desta. As grutas. As seitas religiosas. A surpreendente revelação do Ned Skinner. E por fim, a construção dos orfanatos pelas irmãs.

Opinião - Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, de Katherine Pancol

Edição: 2010
Páginas: 491
Editor: Esfera dos Livros
Tradução: Carlos Aboim de Brito
Sinopse: aqui


Opinião

Ao inicio, custou-me a entrar na história. Primeiro: a confusão da escrita francesa. Ora estamos na terceira pessoa, ora estamos na primeira pessoa. Segundo: a mudança brusca de personagens. Por vezes, dei por mim a reler mais do que uma vez. Terceiro: a futilidade, a fraqueza e a hipocrisia dos personagens. Fizeram-me abalar de irritação.

As opiniões da blogsfera convenceram-me a continuar a leitura. Foi difícil, a leitura a arrasar sob o peso de chumbo, sem ânimo. O livro tem cinco partes, só quando cheguei à terceira, é que a leitura começou a fluir com diversão e humor (achei demasiado engraçado os crocodilos com os seus olhos amarelos!). Os personagens passaram a ganhar outras “cores”. Mudanças, novos despertares e surpresas.

Gostei, mas não tanto quanto gostaria. É um livro demasiado fantasioso, uma espécie de um “conto de fadas”. Mas é, sem dúvida, altamente recomendável para o público feminino que se sente “desaproveitado”.


Informação:

Este é o primeiro de uma trilogia.



Site oficial da autora: http://www.katherine-pancol.com/