Alguém para Tomar Conta de Mim




Género: Policial
Editora: Quetzal Editores
SinopseAqui


Opinião: By Aneal


"Alguém para tomar conta de mim" é um ótimo policial. Este é o quinto livro da série da advogada Thora Gusmundsdóttir, uma personagem inteligente e persistente que me cativa bastante. 
Não vou entrar em pormenor sobre o enredo deste livro, pois através da sinopse conseguimos perceber fielmente, em que cenário esta acção decorre.
Neste livro, encontramos bastantes personagens, todas elas com um papel ativo na investigação.
Um atropelamento e fuga, vitimando uma jovem baby sitter. Um locutor de rádio que repentinamente começa a receber telefonemas anónimos que o aterrorizam. Uma jovem hospitalizada presa dentro do seu corpo, usando apenas os seus olhos como forma de comunicação. Um criminoso que contrata os serviços de Thora para provar a inocência de Jakob, o jovem adulto com síndroma. Desenhos encontrados, feitos por uma criança autista, vitima do incêndio e sua urgência em destruí-los. Mensagens anónimas enviadas a Thora, com intenção ou  não de ajudá-la na investigação.

Que ligação existe entre todas estas personagens? Tudo fará sentido ao longo da leitura do livro, com o desvendar a pouco e pouco das coisas estranhas que aconteciam no centro de cuidados.

A investigação baseia-se no processo de falar com os familiares das vítimas e com o pessoal que colaborava com o centro. Os diálogos são fornecidos ao leitor, com toda a precisão de forma a permitir-nos acompanhar as descobertas de Thora, sem qualquer ocultação.

O que mais gostei neste livro: O mistério à volta das personagens e da relação existente entre elas. A temática utilizada, como a luta das famílias em lidar com os seus entes queridos portadores de diferentes deficiências.

O que menos gostei: Não existiu aquele suspense de cortar a respiração e o desfecho foi simples sem aquelas grande surpresas imprevistas, que nos deixam a digeri-lo.

Resumindo: Aconselho sem dúvida a leitura deste livro, os leitores não se vão arrepender,  Yrsa é sem dúvida uma brilhante escritora policial.


Classificação: Aneal de Prata (4/5)

A Hora do Mocho



Género: Policial
Editora: Bertrand Editora
Sinopse: Aqui



Opinião: By Corvo

"A definição de mocho sempre lhe agradara: Uma ave nocturna predatória... garras afiadas e plumagem macia que permite um voo sem som... aplica-se figurativamente a uma pessoa com hábitos nocturnos. «Eu sou o Mocho", sussurrava ele para si mesmo depois de ter seleccionado a sua presa, «e a noite é que é a minha hora»

Mais um policial com os ingredientes salpicados de crime e suspense à Mary Higgins Clark que me deu por satisfeito. A revelação no final foi de facto surpreendente, não acertei quem seria o Mocho. Vários eram os suspeitos, o propósito para nos baralhar. 

Recomendo para quem gosta desta autora, sendo este livro como um dos bons. 

Classificação: Corvo de Cobre

As Gémeas do Gelo



Género: Thriller Psicológico
Editora: TopSeller
Sinopse: Aqui



Opinião: By Aneal


As Gémeas do Gelo é um thriller psicológico focado numa família com duas gémeas idênticas difíceis de distinguir até mesmo para os seus pais. Num fatídico dia, uma das gémeas morre numa queda acidental e a sobrevivente a certa altura assume a identidade da falecida, gerando a maior confusão e incerteza daquela família sofredora, que ainda vive à sombra do luto. Qual das filhas afinal sobreviveu? 

EU SOU A KIRSTIE 
EU SOU A LYDIA 
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA 
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA 
EU ESTOU VIVA 
EU ESTOU MORTA 
QUAL DELAS SOU? 

 Este livro é narrado alternadamente, pela mãe na primeira pessoa e pelo pai na terceira. Durante a sua leitura, vai sendo desvendado alguns segredos dos dois protagonistas, mas o maior segredo, aquele que explica tudo que aconteceu naquele dia, está bem escondido...vamos sendo presenteados com algumas migalhas, que tornam a história misteriosa ao mesmo tempo aterradora. Chegamos ao ponto de não saber, quem é quem, quem está a dizer a verdade, o que é ou não real! 

O que mais gostei neste livro? O seu desfecho perturbador e arrepiante. 

Recomendo vivamente a sua leitura, para aqueles que gostaram de "Parte Incerta". Quanto a mim gostei, no entanto como thriller psicológico não foi o suficiente para encher-me todas as medidas.


Classificação: Aneal de Cobre

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha
Millennium IV






Género: Policial
EditoraDom Quixote
Sinopse: aqui



Opinião: By Aneal

Sendo uma grande fã de Stieg, confesso que iniciei esta leitura com uma certa desconfiança, não queria de maneira alguma criar expectativas demasiado altas mas fui surpreendida, este autor fez um excelente trabalho. No entanto, não conseguindo abstrair-me do facto de este livro ser a continuação da saga Millennium e sendo a Lisbeth a minha personagem favorita, não posso deixar de salientar que fiquei com a sensação de pobreza, em relação à sua personagem. O papel por ela desempenhado neste livro é demasiado secundário, ao ponto de eu questionar o título do livro "Uma Rapariga Apanhada na Teia de Aranha". Lisbeth á parte, David Lagercrantz está a meu ver de parabéns, quer pela coragem em dar continuação a uma saga de excelência, como pela forma como o fez. Este livro está muito bem escrito, o enredo é muito bom. Uma leitura a não perder, um livro a guardar na estante ao lado dos outros, como continuação da saga.

Classificação
Aneal de Prata

Explodidos - "A Passagem", vol. 1 e 2, de Justin Cronin



Leitura 
Vol.1:  9 Set. a 25 Nov. 2013 
Vol.2 :26 Nov a 6 Dez. 2013
Páginas: 973
Editora: Editorial Presença
Sinopse: aqui
 
Tiro opinativo

A classificação bastante boa no Goodread e o tema em que envolve experiências científicas realizadas em secreto pelo governo militar, levaram-me a querer explodir este cartucho.

No “A Passagem - Volume I”, a primeira parte começa muito bem em que vivenciamos o desenrolar das experiências realizadas com um vírus e as suas consequências. As cobaias utilizadas para estas experiências foram os doze prisioneiros que estavam condenados à morte e uma menina de 6 anos cuja mãe era prostituta. Os doze transformaram-se em mutantes virais bastante assustadores e terroríficos que saciam de sangue. Não são propriamente vampiros, não são como o Drácula ou outros Vampiros comuns que conhecemos, mas sim seres transformados com um vírus. Quanto à menina, é o mistério abrangente de todo o cartucho.
A segunda parte, é mais difícil de arrancar, pois damos uma queda no “buraco temporal”, aterrando 100 anos depois da catástrofe causada pelos virais, e somos derrubados por uma avalanche de personagens totalmente desconhecidos. Muitas famílias descendentes das primeiras famílias da Colónia, este abrigo que resistiu à catástrofe, e os Vagantes. Custou-me imenso de memorizar os nomes, de quem eram e o que faziam. Irmãos, primos, etc. Contudo, esta parte não me travou, continuei a explodir o cartucho, bastante intrigado e curioso, ainda mais quando a menina apareceu à Colonia, totalmente imune aos virais.

No “A Passagem - Volume II”, a explosão passa a ser mais leve, por haver acção e aventura, e também por já estarmos familiarizados com os personagens. É neste cartucho que as peças se encaixam e dão todo o sentido à história.

Gostei de explodir “A Passagem”, achei interessante! Contudo, a ligação com os personagens foi mínima por eles serem muitos. Houve mortes que não me afectaram por não os ter conhecido bem. Apareceram e foram-se simplesmente, eis um único ponto negativo.

O final ficou aberto e tem continuação no "Os Doze" que entretanto aguarda pela sua vez de ser explodido.

Recomendo este livro só para quem gosta de ficção científica e acção.

Classificação
 Cartucho de Cobre
  À Caça de Adversários 
 (Acusem-se...)