As Gémeas do Gelo



Género: Thriller Psicológico
Editora: TopSeller
Sinopse: Aqui



Opinião: By Aneal


As Gémeas do Gelo é um thriller psicológico focado numa família com duas gémeas idênticas difíceis de distinguir até mesmo para os seus pais. Num fatídico dia, uma das gémeas morre numa queda acidental e a sobrevivente a certa altura assume a identidade da falecida, gerando a maior confusão e incerteza daquela família sofredora, que ainda vive à sombra do luto. Qual das filhas afinal sobreviveu? 

EU SOU A KIRSTIE 
EU SOU A LYDIA 
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA 
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA 
EU ESTOU VIVA 
EU ESTOU MORTA 
QUAL DELAS SOU? 

 Este livro é narrado alternadamente, pela mãe na primeira pessoa e pelo pai na terceira. Durante a sua leitura, vai sendo desvendado alguns segredos dos dois protagonistas, mas o maior segredo, aquele que explica tudo que aconteceu naquele dia, está bem escondido...vamos sendo presenteados com algumas migalhas, que tornam a história misteriosa ao mesmo tempo aterradora. Chegamos ao ponto de não saber, quem é quem, quem está a dizer a verdade, o que é ou não real! 

O que mais gostei neste livro? O seu desfecho perturbador e arrepiante. 

Recomendo vivamente a sua leitura, para aqueles que gostaram de "Parte Incerta". Quanto a mim gostei, no entanto como thriller psicológico não foi o suficiente para encher-me todas as medidas.


Classificação: Aneal de Cobre

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha
Millennium IV






Género: Policial
EditoraDom Quixote
Sinopse: aqui



Opinião: By Aneal

Sendo uma grande fã de Stieg, confesso que iniciei esta leitura com uma certa desconfiança, não queria de maneira alguma criar expectativas demasiado altas mas fui surpreendida, este autor fez um excelente trabalho. No entanto, não conseguindo abstrair-me do facto de este livro ser a continuação da saga Millennium e sendo a Lisbeth a minha personagem favorita, não posso deixar de salientar que fiquei com a sensação de pobreza, em relação à sua personagem. O papel por ela desempenhado neste livro é demasiado secundário, ao ponto de eu questionar o título do livro "Uma Rapariga Apanhada na Teia de Aranha". Lisbeth á parte, David Lagercrantz está a meu ver de parabéns, quer pela coragem em dar continuação a uma saga de excelência, como pela forma como o fez. Este livro está muito bem escrito, o enredo é muito bom. Uma leitura a não perder, um livro a guardar na estante ao lado dos outros, como continuação da saga.

Classificação
Aneal de Prata

Explodidos - "A Passagem", vol. 1 e 2, de Justin Cronin



Leitura 
Vol.1:  9 Set. a 25 Nov. 2013 
Vol.2 :26 Nov a 6 Dez. 2013
Páginas: 973
Editora: Editorial Presença
Sinopse: aqui
 
Tiro opinativo

A classificação bastante boa no Goodread e o tema em que envolve experiências científicas realizadas em secreto pelo governo militar, levaram-me a querer explodir este cartucho.

No “A Passagem - Volume I”, a primeira parte começa muito bem em que vivenciamos o desenrolar das experiências realizadas com um vírus e as suas consequências. As cobaias utilizadas para estas experiências foram os doze prisioneiros que estavam condenados à morte e uma menina de 6 anos cuja mãe era prostituta. Os doze transformaram-se em mutantes virais bastante assustadores e terroríficos que saciam de sangue. Não são propriamente vampiros, não são como o Drácula ou outros Vampiros comuns que conhecemos, mas sim seres transformados com um vírus. Quanto à menina, é o mistério abrangente de todo o cartucho.
A segunda parte, é mais difícil de arrancar, pois damos uma queda no “buraco temporal”, aterrando 100 anos depois da catástrofe causada pelos virais, e somos derrubados por uma avalanche de personagens totalmente desconhecidos. Muitas famílias descendentes das primeiras famílias da Colónia, este abrigo que resistiu à catástrofe, e os Vagantes. Custou-me imenso de memorizar os nomes, de quem eram e o que faziam. Irmãos, primos, etc. Contudo, esta parte não me travou, continuei a explodir o cartucho, bastante intrigado e curioso, ainda mais quando a menina apareceu à Colonia, totalmente imune aos virais.

No “A Passagem - Volume II”, a explosão passa a ser mais leve, por haver acção e aventura, e também por já estarmos familiarizados com os personagens. É neste cartucho que as peças se encaixam e dão todo o sentido à história.

Gostei de explodir “A Passagem”, achei interessante! Contudo, a ligação com os personagens foi mínima por eles serem muitos. Houve mortes que não me afectaram por não os ter conhecido bem. Apareceram e foram-se simplesmente, eis um único ponto negativo.

O final ficou aberto e tem continuação no "Os Doze" que entretanto aguarda pela sua vez de ser explodido.

Recomendo este livro só para quem gosta de ficção científica e acção.

Classificação
 Cartucho de Cobre
  À Caça de Adversários 
 (Acusem-se...)

Explodido - "Prazer de Matar", de Tami Hoag


Leitura: 19 Set. a 4 Out. 2013
Páginas: 832
Editora: 11x17
Sinopse: aqui
 
Tiro opinativo

Mais um cartucho da Tami Hoag explodido, sendo este o melhor que já li, apesar de me ter custado a avançar mais depressa do que o esperado, por motivos que já vou explicar mais à frente. 

Trata-se de um policial de elevada qualidade e inteligente, muito bem estruturado, com uma variedade de fortes suspeitos a fim de nos baralhar e dar volta. 

Tudo começa com uma adolescente a fugir de pânico... Ela tinha testemunhado um homem a fazer um ritual matando uma mulher com fogo. Foi o que esta testemunha relatou à Polícia. O corpo carbonizado foi encontrado sem cabeça, o que não permitia a identificação da vítima, mas o assassino deixou perto do corpo, uma carta de condução da Jillian, filha de um conhecido milionário. Os melhores agentes, com maior destaque o agente especial Quinn do FBI, foram convocados para investigar a fundo este homicídio, sob a pressão e a influência da Presidente da Camara Municipal. O marido desta era advogado e amigo do pai da Jillian. Os agentes associaram este homicídio com os dois anteriormente ocorridos, cujas vitimas eram as prostitutas. 

 Quem foi exactamente Jillian? Quem era a testemunha? O que é que todos escondiam? Quem era o assassino apelidado de Cremador? 

Ao longo do enredo, fui fazendo deduções, desconfiando ser aquele suspeito ou o outro, e afinal fui totalmente surpreendido com o final. 

 Eu teria classificado este cartucho de Ouro, se não fossem o excesso e a repetição das descrições psicológicas da Kate e do Quinn e do romance entre os dois, e também as metáforas que chegaram a entorpecer a acção policial. 

Apesar dos pontos negativos, vou continuar a ser um leitor constante dos livros da Tami Hoag. 


 Classificação 
Cartucho de Cobre

Explodido - "Incendiário", de Chris Cleave


Leitura: 13 a 18 Set. 2013 
Páginas: 233
Editora: Edições ASA
Sinopse: aqui
 
Tiro opinativo

O "Incendiário" não é como o anterior que li "A Menina de Ouro" (opinião - aqui). Gostei, mas menos que o anterior.

É bastante dramático e chocante. Há humor, mas sangra e dói. Há beleza de risos e cor, mas sofre e chora de labaredas e fumos. E o final faz-nos reduzir a um sufoco insuportável.

Como o pânico pode fazer às pessoas, deixam-se de serem HUMANAS. Pela sobrevivência, lutam para salvar a sua própria pele, mesmo matando outras pessoas.

A escrita não tem virgulas, pois a mulher que escreve a carta ao Obama Bin Laden, não sabe escrever. Isto tem-me custado a ler, muitas vezes levou-me reler para separar as frases.

Apesar de o livro ser extremamente pesado, reconheço que é uma excelente obra. O Chris Cleave fez um bom trabalho. As metáforas do drama e do amor. A originalidade do humor. O verdadeiro retrato da nossa sociedade. A descrição dos sentimentos humanos no caos sanguinário causado pelo terrorismo.

O livro foi adaptado para o cinema. 




Classificação 
Cartucho de Cobre
 À Caça de Adversários