Explodido - "Os inocentes", de David Baldacci

Leitura: 31 Jan a 7 Fev. 2013 
Páginas: 436
Editora:  Clube do Autor
Sinopse: aqui

Tiro opinativo

Foi o primeiro livro que estreei com o autor David Baldacci e este ganhou mais um novo fã: eu próprio. 

O Robin, um assassino profissional, é mandado para matar uma mulher, mas no momento em que pretende matá-la, é apanhado desprevenido. Já não conseguia matá-la… Não vou dizer o porquê, pois é a surpresa do livro. Tentou salvá-la, mas o outro assassino que se encontrava escondido e a vigiá-lo, completou o “trabalho” e pôs-se a perseguir o Robin por este não ter cumprido a missão. 
A Julie, uma rapariga de quinze anos, vê os seus pais toxicodependentes a serem assassinados. E eles querem matá-la, pois os pais podem ter-lhe dito algo confidencial… 
Na fuga, os dois vão se encontrar no mesmo autocarro, e a partir deste ponto, não conseguimos largar os dois. 
Quem era aquela mulher que o Robin não conseguiu matar? Porque é que mataram os pais da Julie? E porque é que eles querem matar o Robin e a Julie?

Apesar de a escrita ser extremamente simples, sob o estilo cinematográfico, os personagens são cativantes e o enredo é bastante original que revela um final surpreendente. O Robin não é o que parece e a Julie é ainda mais fascinante. 

Falando sobre a capa do livro, na edição portuguesa, não corresponde à história do livro. A capa original é mais acertada, na qual mostra os verdadeiros contornos do Robin e da Julie. 



Classificação 
Cartucho de Prata

Explodido - "A Cor do Céu", de Julianne MacLean

Leitura: 8 a 10 Fev. 2013 
Páginas:264
Editora:  Editorial Presença
Sinopse: aqui

Tiro opinativo
O livro não é o que parece, não se trata de um simples romance trágico, muito longe disto! É uma história envolvente e fascinante sobre uma experiência quase-morte. 

As primeiras páginas são extremamente dolorosas em que a filha da Sophie, a personagem principal do livro, morre com leucemia aos 5 anos de idade, e depois a Sophie perde o marido que a troca por outra mulher. 

Desde que a Sophie tem um acidente de viação e passa para outro lado, não se consegue parar de ler. Ela vê a sua própria filha, mas a menina diz-lhe que a mãe tem que voltar à Terra para perdoar uma pessoa...

Senti-me extremamente tocado com a história toda, as lágrimas a jorrarem-se-me sentindo toda a dor e injustiça, mas depois quando terminei, estas gotas salgadas foram substituídas por sorrisos, alegria e amor à Vida! 

Recomendo altamente a leitura deste livro, uma preciosidade que devemos abraçar! 


Classificação 
Cartucho de Prata

Explodido - "Nada é por acaso", de Zibia Gasparetto

Leitura: 23 a 30 Jan. 2013 
Páginas:304 
Editora: Nascente 
Sinopse: aqui 

Tiro opinativo 

Mais um livro da Zibia Gasparetto que não me deixou desiludido. Os livros desta autora transmitem uma energia que me põe arrepiado e emocionado e ao mesmo tempo me dá uma sensação de paz e segurança.

Neste livro, o tema controverso gira em torno da mãe aluguer. Será que esta procedeu bem ao dar o seu bebé a um casal e receber em troca 1 milhão de doláres? O que acontecerá ao casal que fica com o filho da mãe aluguer? O marido teve relações sexuais com a mãe aluguer, sob o consentimento da mulher, mas fizeram-no às escuras. Porque é que todos tiveram que passar por esta situação toda? Como irá acabar esta história? Para melhor ou para pior? De que é que todos vão aprender com este desafio que a vida lhes oferece? As respostas estão no final e está garantido que mesmo nada é por acaso!

A escrita é muito simples, mas contém diálogos fluentes e interessantes, carregados de sabedoria e espiritualidade. Mantém-nos agarrados desde o início e faz com que não queiramos sair da história, pois contém uma iluminação que nos atrai. Temos uma forte empatia com os personagens que tanto pode ser nossos amigos como nossos familiares. Reconhecemos os problemas do nosso dia-a-dia e as dificuldades que temos quando passamos por alguns desafios que a vida nos oferece. O perdão é crucial para o equilíbrio espiritual e é a parte mais difícil da humanidade.

 É preciso ter-se espírito aberto e acessível para ler uma história destas. 


Classificação 
Cartucho de Prata

Explodido - "Águas Calmas", de Tami Hoag

Leitura: 10 a 21 Jan. 2013 
Páginas:584
Editora: 11x17
Sinopse: aqui 

Tiro opinativo 

Este foi o primeiro livro que decidi experimentar a autora Tami Hoag. Foi a elucidação da capa e também a sinopse que me deixaram algo curioso. Imaginava que esta autora fosse como a Patrícia MacDonald ou a Mary Higgins Clark, e afinal não tem comparação com uma nem com a outra. O estilo de escrita é mais elástico, digamos mais descritivo.

Neste livro, a carga psicológica sobressai mais à carga policial que é quase nula, ou seja, a história centra-se mais propriamente nos personagens da cidade rural onde houve um homicídio: a vida de cada um, os seus sentimentos mais profundos como desilusões, receios, traições. O ritmo é lento como passo de caracol, não há acção que vibrasse o enredo, mas a forma de como os personagens são despidos em palavras e como se relacionam uns com os outros, é interessante. Fiquei bastante familiarizado com a Elizabeth e o seu filho, com o Dane e a sua filha, com a Joyln, entre outros. Senti como se eu próprio estivesse a viver nessa cidade rural, e ainda fiquei a saber mais sobre a cultura dos amish.

Quem matou o magnata local? Todos guardam os segredos e são suspeitos. E só no último capitulo é que é revelado o assassino.

Gostei muito e pretendo ler mais livros da autora.


Classificação 
Cartucho de Cobre

Explodido - "A Minha História com BOB", de James Bowen

Leitura: 5 a  9 Jan. 2013 
Páginas: 192
Editora: Porto Editora
Sinopse: aqui

Tiro opinativo 

Adorei conhecer BOB, um gato adorável e excepcional, que ajudou um músico de rua a recuperar-se.

Como é que James Bowen se envederou pela droga e se tornou num músico de rua de Londres? Ele tem uma família que pertence à boa classe social e empregadora... Não fazia ideia o quanto trabalhoso e duro é ser-se pedinte de rua, mais especificamente, tocando uma música ou outra coisa qualquer. Quando olhamos para os pedintes, a primeira coisa que nos passam pela cabeça é que o dinheiro é para droga ou que eles não querem trabalhar. Mas há casos como o James Bowen que merecem atenção e apoio. O músico com as suas palavras fazem-nos sentir a miséria e o desespero que ele sentia no seu dia a dia, as pessoas que não lhe davam trabalho por ele ser um toxicodependente ou um sem-abrigo, e não o viam como se ele fosse um ser invisivel. A mãe dele nem fazia ideia do que se passava com o seu próprio filho... 


Quero contar o que o BOB fez ao músico, o que é que este gato tem de tão especial, mas isto seria estragar a magia do livro. Cada acção felina surpeendeu-me, emocionou-me e tocou-me. Posso afirmar que o BOB é um anjo caído do céu para salvar o James Bowen. Foi o BOB que subiu para o ombro do rapaz e ali se encaixou... Tornaram-se os dois inseparáveis.

Um livro admirável que recomendo a todos!!! 


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